
Crianças devem usar calça comprida e camisa de manga longa para evitar a picada do Aedes aegypti
O medo da população por conta da epidemia de dengue que atinge o Estado está mudando alguns hábitos. Algumas escolas particulares de Fortaleza estão enviando comunicados aos pais com a recomendação de que os alunos passem a usar um uniforme alternativo (com calça, sapato fechado e blusa de manga comprida) durante o período chuvoso. A medida, segundo as escolas, serviria para diminuir o risco das crianças serem picadas pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Em geral, o uso de calça na escola só é obrigatório para adolescentes. As crianças do ensino Infantil e Fundamental costumam usar shorts ou bermudas e, no caso das meninas, algumas escolas da Capital dão a opção da saia.
A orientação de oferecer uma segunda farda partiu do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe-CE). ‘‘Tivemos uma reunião entre representantes de escolas públicas e particulares e o secretário municipal de Saúde. Além de mobilizar pais e alunos no combate aos focos do mosquito, recomendamos o segundo uniforme para proteger a criança, já que elas são mais vulneráveis à doença’’, explica Aírton Oliveira, presidente da entidade.
O presidente destaca que o uso da segunda farda não é obrigatório, mas muitos pais já têm procurado as escolas por conta própria para comprar o uniforme mais comprido.
bancária Fernanda Moreira tem um filho de um ano que passa o dia numa creche localizada no Bairro Dionísio Torres. Na última sexta-feira, ela recebeu uma circular da creche informando que, a partir de então, haveria a opção de adquirir uma calça por R$ 36 para compor o uniforme das crianças. Apesar da preocupação com a doença, ela acredita que o uso de calça não vai diminuir o risco das crianças serem picadas. ‘‘Tem horas que as crianças ficam só de fralda na creche, principalmente por conta do calor. Meu filho é pequenininho e pode ser picado em qualquer parte descoberta’’, pondera Fernanda.
Em contrapartida, ela aprovou a sugestão da escola de que os pais poderiam fornecer o repelente para ser colocado nos alunos depois do banho. ‘‘Tem crianças que são alérgicas aos repelentes naturais, então é melhor que cada criança use o produto indicado para ela’’, opina a mãe e bancária.
pediatra Emanuel Teixeira explica que o mosquito transmissor da dengue tem hábitos diurnos e seu vôo alcança, no máximo, um metro de altura. Por conta disso, o uso de calças compridas durante em sala de aula pode proteger algumas partes do corpo mais visadas pelo mosquito. ‘‘É uma medida válida. Mas o mais importante é acabar com os focos da dengue, porque o mosquito alcança os braços ou o rosto de uma criança pequena. E mesmo voando baixo ele pode achar meios de alcançar lugares mais altos, como prédios’’, explica.
pediatra também recomenda o uso de repelente indicado para a faixa etária da criança. Em caso de dúvida, os pais devem procurar um pediatra ou um dermatologista para orientar o uso correto desses produtos.
Fonte Imagem: Jornal Diário do Nordeste

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